quinta-feira, 10 de junho de 2010

Projeto Música na Escola: a arte na formação das crianças

Daíse Carvalho
Larissa Lucero
Lenise Morgental

As escolas de São Borja estão aderindo didáticas diferenciadas para a formação de seus alunos. Um exemplo é a música, que está se tornando cada vez mais freqüente nas salas de aula.

A Escola Duque de Caxias, que fica no bairro Itacherê, passou a oferecer aulas de música para seus alunos desde 2009. Através do projeto Música na Escola, a instituição se antecipa e reconhece a importância da Lei Federal nº. 11.769, que exige o ensino obrigatório da música na grade curricular de séries iniciais. “A música tem um papel importante na formação de jovens e crianças, desenvolve coordenação motora, melhorando a atenção”, salienta Verônica Merljak, pedagoga da escola.

A inserção de cultura no ensino fundamental melhora o desempenho em sala de aula, raciocínio, sensibilidade musical, a percepção aumenta assim como concentração e ritmo. “Essas crianças muitas vezes não tem apoio da família para fazer aula de música, e a maioria delas são de baixa renda, então quando elas tocam para alguém, a auto-estima delas se eleva e, com isso, elas continuam aprendendo”, salienta o professor de música, Cecílio Guimarães, músico instrumentista, responsável pelo Projeto “Nessa Escola”.

Sob a coordenação do DAC, pelo menos mais cinco escolas no município aderiram a este projeto e cada vez mais crianças estão tendo contato com a música. “Eu adoro fazer aula de música, o professor é legal, tem paciência. Minha família tem muitos músicos e quero seguir nesse mesmo caminho”, explica Joice Ferreira, menina de 12 anos que faz aula de Flauta doce.

Campanha de Vacinação contra a Paralisia Infantil inicia sábado

Rafaela Thevenet
Marlova Martin
Camila Schmitt
Carmen Costa

Neste sábado, dia 12, será realizada a primeira etapa de vacinação contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil. Crianças de todo o Brasil, aquelas com idade até 4 anos, 11 meses e 29 dias, serão vacinadas e receberão as gotinhas. Quem já tiver completado 5 anos não será imunizado.

Este ano, a Campanha tem como tema a Copa do Mundo, com o slogan “Vacinou, é gol”, lembrando a importância da imunização. Somente a prevenção, por meio da vacina, garante que a criança fique livre da paralisia infantil.

A poliomielite, ou paralisia infantil, é uma doença infecto-contagiosa viral aguda. Ela atinge principalmente crianças de até 5 anos e pode se caracterizar por paralisia, principalmente dos membros inferiores. A pólio pode deixar seqüelas graves e, em alguns casos, levar à morte. (FONTE: portal terra)

Portanto, os pais ou responsáveis tem um compromisso importante neste sábado: a vacinação contra a poliomielite. Não esqueça de levar a carteira de vacinação do seu filho. São apenas duas gotinhas que podem ser tomadas das 8h às 17h.

Em São Borja, além dos Postos de Saúde e da Central de Vacinas (antigo Hospital São Francisco), a gotinha também será aplicada em outros locais da cidade para facilitar o acesso, sendo estes: Rede Vivo Supermercados da Avenida Bernardo de Melo, Supermercado Simone, Nacional Supermercados, Igreja Luterana do Bairro Pirahy, Saguão da Prefeitura, Companhia de Engenharia, Estação Rodoviária, Polícia Rodoviária Federal, Associação de Moradores da Vila Umbú, Nhú-Porã, Escolas Vicente Goulart, Neith Aragon Motta e Arneldo Matter.

No Rio Grande do Sul, a meta é vacinar aproximadamente 704 mil crianças. Já em São Borja, o objetivo corresponde a 4.335 crianças, conforme o diretor de comunicação da Prefeitura Municipal de São Borja, Tarol Fornasier.

De segunda-feira (14/06) à quinta-feira (17/06) serão disponibilizadas vacinas no interior da cidade, para aqueles que ainda não tiveram acesso. A segunda etapa da Campanha acontecerá no dia 14 de agosto.
GRIPE A – Também no dia 12/06, as pessoas que ainda não se vacinaram contra a Inluenza (H1N1) poderão ser vacinadas, conforme a Secretaria Municipal de Saúde. Devem comparecer todos os grupos determinados pela campanha.

E as crianças de até 9 anos que ainda não fizeram a segunda dose da vacina, devem voltar aos posto; já que sem a segunda dose a criança não fica imunizada contra a gripe A.

Saúde x Polio
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/flash/polio_futebol.swf

Saiba mais nos sites:

http://www.cives.ufrj.br/informacao/polio/polio-iv.html

http://www.saude.ms.gov.br/index.php?templat=vis&site=116&id_comp=544&id_reg=109587&voltar=home&site_reg=116&id_comp_orig=544

http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI126106-EI1712,00.html

Colecionador nato

Luan Berti

Para alguns, colecionar moedas pode ser um hobby e para outros uma profissão, pois existem leilões especializados direcionados a colecionadores e curiosos. Em São Borja, Ramão Aguillar, escritor e historiador, coleciona moedas brasileiras a mais de 30 anos. Na sua coleção você encontra desde moedas do tempo do Brasil colônia, como réis, cruzeiros, cruzeiro novo, cruzados, moedas comemorativas, até as atuais.

Isso se relaciona à numismática, que é a ciência que tem por objetivo estudar moedas e medalhas, mas a preocupação maior é para a moeda. Atualmente, o conceito de colecionar moedas virou uma forma de investimento, sendo que as mais antigas costumam se valorizar ao passar dos anos.

Algumas moedas estão disponibilizas para venda na internet, mas Ramão conseguiu as da sua coleção por doações: “Participei do bricão da cidade e passou uma senhora falando que tinha várias moedas que sua mãe queria doar, depois que comecei a comentar que estava colecionando, começaram a me doar”.

A coleção de Aguillar agora está nas mãos da sua filha, Graziela Aguillar, que também mostrou interesse em colecionar.

Aguillar ressalta que alguns colecionadores conseguem as suas moedas de forma curiosa: “Existia um senhor que morava próximo ao cemitério, onde juntava moedas para vender. E existia uma crença que colocavam uma moeda na boca do defunto para pagar o ingresso no céu. Depois que removiam os caixões, então ele procurava no entulho as moedas”.

Segundo Aguillar, sua coleção começou do nada, foi juntando e quando deu por si, tinha uma vasta coleção. “Sempre guardamos uma moeda no fundo da gaveta, é só ir juntando”, salienta o numismata.

Talento São-borjense



Liane Godói
Michel Benites
Priscila Bicca Urach

São Borja destaca-se não apenas por ser “A terra dos Presidentes”, mas também por possuir muitos valores artísticos. No contexto das artes são-borjenses, entra em cena a artista plástica Carmem Thalita Chagas, que atua como professora de artes desde 1987.

Thalita obteve formação profissional com renomados mestres pintores. Atualmente, ministra cursos e seminários no Rio Grande do Sul e na Argentina sobre pintura em tela, vitrofusão, arte francesa, porcelana e artigos de madeira.

A artista diz buscar inspiração em seu atelier localizado em sua própria casa: “No meu atelier a inspiração flui. Se perco o sono durante a noite, venho para cá trabalhar com minhas artes”.

Suas obras estão expostas nas galerias “Só Arte”, em Santa Maria, na “Arte Nossa”, em São Luíz Gonzaga, e também na “Sempre Viva Decorações”, em São Borja.

Segundo Eliziane da Rosa Ferigollo: “Já conhecia o trabalho dela, e a Thalita além de ser minha colega de universidade é uma profissional super competente”.

Ainda conforme Thalita: “Desde 2005 venho me dedicando à arte francesa, além das telas abstratas. Os florais, mercado de flores, são a ênfase do momento. Na linha de madeira o ponto forte são os porta notebook e caixas revestidas de tecido”.

Esse ano, através do ENEM, conseguiu uma vaga no curso de jornalismo da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), campos São Borja. “Estou encantada com o curso e acho que jornalismo tem tudo a ver com arte”, afirma Chagas.

Confira as obras da artista no orkut:
http://www.orkut.com.br/Main#AlbumList?uid=13315728673403617784